sexta-feira, 9 de maio de 2014

A Guerra Da Ostentação Online


A maioria dos Jogadores de browser games não têm dinheiro para comprar jogos para PC ou plataformas como Xbox e PS e as opções de jogo grátis na internet se limitam a jogos em flash ou download de jogos pagos pirateados.

Com o sucesso das redes sociais, jogar contra a inteligência artificial do computador se tornou um tanto chato. As pessoas querem jogar contra players reais, em condições iguais, mostrar que têm talento, inteligência, reflexos e habilidade com os jogos.
Jogar futebol com os amigos, principalmente nas cidades grandes, não está mais tão em moda. É a vez dos eSports.
Então muitos acabam caindo na armadilha de jogos desmerecidamente chamados free-to-play, jogos atraentes que estão ganhando na casa de bilhões de dólares anuais estimulando uma guerra não de quem é o melhor, o mais hábil ou inteligente, mas de quem gasta mais.

É um reflexo da falta de conciência e consumismo na vida real. A competitividade esportiva é inexistente, todos os valores úteis à sociedade estão sendo subjugados pelo valor que está corrompendo todos os outros, o dinheiro.

Como nas guerras na vida real, a maioria das pessoas que participam dela inclusive a maior parte dos que a financiam com impostos, saem prejudicados. Apenas um pequeno grupo de empresários lucram alto. É um "perdeu playboy" em grande escala.

Jogadores que têm condições financeiras, seja por mérito ou por serem de família abastada, ao invés de provarem suas habilidades nas plataformas caras já citadas, estão recorrendo a outra forma de auto afirmação, A Guerra Da Ostentação Online.

Sim, eles não se importam em gastar em média 80 mil reais por ano em jogos free-to-play para humilhar e derrotar os jogadores comuns que estão dedicando sangue, suor e lágrimas para se tornarem competitivos no jogo. Não se importam se com isso fazem o preço dos produtos do jogo subirem e se tornarem quase inacessíveis aos jogadores que têm pouco dinheiro para gastar. Não se importam se poderiam estar tirando famílias das ruas comprando uma casa popular por ano com o dinheiro que "investem" no jogo. Não se importam com nada. Querem apenas vencer, pagam para vencer.

Os desenvolvedores de jogos tem um nome carinhoso para esses sociopatas consumistas, são os "wales" ou baleias. Eles ajudam a manter as condições de jogo injustas e dão muito lucro à empresa. Além disso forçam as pessoas a gastarem, mesmo aquelas que têm pouca condição financeira.
Não estou com isso querendo dizer que as pessoas não devam gastar algum dinheiro com esses jogos, estou querendo abrir os olhos para a realidade de que as empresas free-to-play ganham muito dinheiro e estão cada vez mais gananciosas.

Ao invés de fazerem parcerias que possibitaliriam um jogo praticamente grátis, elas estimulam essa sociopatia consumista nas pessoas para que eles não precisem se dar a esse trabalho.
É uma estratégia

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